Olá, eu sou o Ceifador e estou aqui para contar-lhes sobre os Melhores Funerais do Mundo!!!! Palmas? Não? Enfim... Todos nós sabemos que funerais podem se tornar grandes eventos ou para alguns poucos católicos nada cool, algo bem triste. Acredite em mim, ser cool é bem melhor do que ficar apegado a coisa não-cool sem graça e ultrapassada. É como ouvir fitas K7 na era do mp3! Hahaha. Por favor, né gente! E digo mais, se tem uma coisa que aprendi levando almas é que todo mundo pode ser cool quando morre. Se você teve uma vida chata e sem graça, porque não ser cool quando morre? E se você teve uma vida bem divertida, cheia de diversão, sexo, dinheiro e surpresas do McDonald's, porque não fazer de sua morte mais um momento cool de sua... hã... vida? Hahaha. Essa foi boa hein, gente! Hein? Não? Bem, vamos ao que interessa. Se você quer ser cool, tem que ter um funeral mais cool do que esses caras que veremos aqui hoje. Pois bem, lá vamos nós! Aqui estão eles, por favor, palmas para os Melhores Funerais do Mundo!!!
(musiquinha funebre versão animada para auditório)
5o Lugar: Jason Cottonfield III
O herdeiro milionário de uma poderosa família americana dona de fazendas de algodão e indústrias de tecidos que viveu nos anos 40 teve uma vida curta, mas extremamente satisfatória. Participou de grandes festas, namorou grandes atrizes de Hollywood e divertiu-se mais do que o mais divertido dos playboys. Porém, por ironia do destino, foi numa dessas festas em que morreu, com apenas 27 anos (a idade da morte), após engasgar-se com uma azeitona de seu drink depois de rir da piada que o anfitrião contou e ninguém achou graça mas todo mundo achava que tinha que rir porque afinal de contas era ele que estava pagando pela festa. Bom, como havia descrito no testamento (sabe como é, ricos já nascem com testamentos), a festa teria que continuar no funeral de Jason. Assim, seguindo rigidamente a lista de coisas que deveria haver na festa, a família Cottonfield torrou quase metade da fortuna que o pai de Jason havia recuperado após a Depressão de 1929, trazendo coisas exóticas como 20 efelantes adornados de Bali, uma dançarina de dança do ventre para cada convidado (2.553, no total) e água do lago Titicaca para por nas bebidas. Uma festa que durou 36 horas e teve presenças ilustres como o presidente Roosevelt e a atriz Greta Garbo, com o corpo do falecido no centro do salão principal, descido para dentro de sua tumba ao som de Gene Krupa. Críticos funéreos da época disseram que, se o corpo de Haward Hawks fosse encontrado, esse teria sido o funeral dele.
4o Lugar: Percival, "O Tal"
O português José Percival, o "tal", viveu a maior parte de sua vida em São Paulo, onde tinha uma padaria. O que ninguém sabia, era que nas madrugadas dos anos 50 e 60, Percival se tornava um legítimo malandro carioca (com chapéu panamá e tudo), e para tristeza de sua família, suas madrugadas eram regadas a muitas mulatas e inferninhos da região central da cidade. Morreu de parada cardíaca, embaixo de uma rainha de bateria. Nada de muito anormal para nossa lista? Pois não se esqueça que o que nos interessa é o funeral do sujeito! Pois bem, ora pois, o portuga foi mandado de volta para sua terra, onde sua família e a igreja local recusaram-se a entrerrá-lo devido à sua vida devassa e nenhuma contribuição para a Igreja. De volta ao Brasil, seu corpo foi erroneamente jogado no lixo, onde ficou algum tempo, até ser encontrado por um de seus amigos boemios. Inconformados, seus amigos da noite sairam pelas ruas em festa, com o defunto a tira-colo, fazendo muito samba e barulho, no melhor estilo carioca que há em São Paulo. Com o tempo, uma multidão se juntou ao grupo, já que era época de Carnaval, e assim surgiu o Bloco do Defunto Percival, até hoje um dos mais populares da Lapa.
3o Lugar: Erik, O Viking
Protagonista de grandes aventuras épicas e fantásticas do mundo nórdico, nosso terceiro lugar foi um vinking tradicional, dos mais violentos e beberrões. Morreu em batalha, como gostaria todo viking, e então teve o funeral que têm os vinkings: teve seu corpo lançado ao mar num barco em chamas. O que vocês não sabem é que os deuses de Asgard respeitavam tanto Erik, que choraram por meses e os países nórdicos tiveram seu maior dilúvio histórico, matando metade do povo. A chuva também trouxe de volta o barco de Erik e apagou o fogo, não incinerando seu corpo. Várias tentativas foram feitas de lançar seu corpo ao mar e incinerá-lo, em vão. Para piorar, uma fila de corpos esperavam sepultamento e muitas famílias invadiram a sede da Cia. Funerária Viking Salve Odin, matando todos seus funcionários e impedindo que os funerais fossem feitos. Então, um estranho que estava passando por ali e parou para perguntar como se chegava aos fiordes, pois estava de férias e sempre quis ver os fiórdes, teve uma idéia. Ele era italiano e construtor de fornos para pizzas. Assim, ajudou o povo nórdico a construir um grande e enorme forno com uma enorme jaula, onde puseram o dragão que Erik havia capturado ainda em vida. Seu corpo - e o de todos os outros - foi posto dentro do forno e o dragão incitado a espirrar com pimenta do reino que o turista italiano havia trazido de uma viagem pelo Oriente. Ao espirrar, o dragão deu início ao primeiro ritual de cremação industrial, tão comum nos grandes cemitérios e funerárias de hoje. O que ninguém sabia era que Erik sofria de narcolepsia e não estava morto, mas dormindo. Mas ele só teve 1 segundo para acordar e se dar conta de que estava virando currasquinho, antes de virar churrasquinho, assim como toda a cidade onde o funeral foi feito, pois o dragão se descontrolou e espirrou forte demais, incendiando a funerária e em seguida a cidade toda.
2o Lugar: D. Maria Quintina de Alcântara Moreira Sales Cavalcante Ribeiro de Oliveira e Bourdoux Hamilton de Holanda Buarque Mata-gato da Silva
A Condessa do Mata-gato (seu nome nobre e encurtado), teve uma vida bem chata e monótona à época do Brasil Imperial. Viveu longe da miséria e dos males da época, teve boa educação, bom casamento e boa vida, até morrer de sífilis, contaminada pelo seu marido que a traía. Como era uma senhora muito querida e respeitada na corte, teve um dos mais lindos e chatos funerais da história, iniciado com um velório numa bela igreja barroca, com muitos rituais religiosos chatos pra dedéu e em seguida um cortejo numa carroça toda adornada e acompanhada por uma banda fúnebre muito chata e cerca de 1.000 pessoas chorando e lamuriando, algo muito lindo e muito chato. Foi enterrada solenemente, com coreografia dos oficiais do exército e todas as bençãos chatas de um cardeal muito chato. Na verdade, esse funeral só está aqui para que você não ache que somos uns pervertidos depravados que adoramos bacanais em lugar de funerais (e também porque nosso chefe, um "alegre" crítico funerário, está em sua fase "neo-clássica" e diz que o funeral da condessa foi um "luxo" e teve muita "classe", tudo muito chato)!
1o Lugar: Sheila Shavaska
Esse é nosso funeral preferido e o bacanal que citamos acima. Eis ele, senhoras e senhores, o melhor funeral de todos! Sheila Shavaska, a devoradora! Sheila Shavaska na verdade se chamava Adamandina Pereira da Silva, mas foi quando adotou seu nome artístico e começou sua carreira de prostituta e atriz pornô foi que sua vida mudou da miséria em Belém para a riqueza e sucesso no Rio de Janeiro. Sheila teve uma morte trágica, noticiada em todos os jornais, quando uma constipação a fez espirrar durante as filmagens de seu último filme, "Eu Aguento Mais de Mil", e o piercing que usava no clitóris se soltou no momento da ejaculção de um dos 5 parceiros de cena. A pressão do jato branco de Mário Grandão lançou o piercing direto na jugular de Sheila, que começou a jorrar sangue para todo lado durante a cena e acabou falecendo. Ironicamente, analistas e testemunhas dizem que esse momento foi o maior orgasmo que Sheila teve em... vida? Esse fato levou aos familiares, parceiros, amigos e oportunistas em geral a realizarem um grande bacanal em seu velório, com o corpo de Sheila presente. Um evento tão marcante e colossal, que entrou para o Guinness, como o maior bacal funerário da história! Esse com certeza foi o melhor funeral de todos, pelo menos para quem não estava morto, hehe.
Bem, por hoje é só pessoal. Espero que vocês tenham gostado de nossos funerais e lembrem-se: mandem para nós seus melhores funerais e quem sabe mostraremos eles aqui. Essa semana recebemos uma carta do Sr. Amadeu, que disse que fez o funeral de sua sogra carregando-a num carrinho de mão até a cova, onde a jogou dentro, sem cerimônias. Hehe, francamente, Sr. Amadeu. Queremos algo com mais estilo e sofisticação, ok? Funerais são uma arte, não algo tão simplório e mundano.
Bom, é isso.
O Ceifador lhes diz: [voz grossa e sinistra] Boa noite e boa morte!
(musiquinha funebre versão animada para auditório)
5o Lugar: Jason Cottonfield III
O herdeiro milionário de uma poderosa família americana dona de fazendas de algodão e indústrias de tecidos que viveu nos anos 40 teve uma vida curta, mas extremamente satisfatória. Participou de grandes festas, namorou grandes atrizes de Hollywood e divertiu-se mais do que o mais divertido dos playboys. Porém, por ironia do destino, foi numa dessas festas em que morreu, com apenas 27 anos (a idade da morte), após engasgar-se com uma azeitona de seu drink depois de rir da piada que o anfitrião contou e ninguém achou graça mas todo mundo achava que tinha que rir porque afinal de contas era ele que estava pagando pela festa. Bom, como havia descrito no testamento (sabe como é, ricos já nascem com testamentos), a festa teria que continuar no funeral de Jason. Assim, seguindo rigidamente a lista de coisas que deveria haver na festa, a família Cottonfield torrou quase metade da fortuna que o pai de Jason havia recuperado após a Depressão de 1929, trazendo coisas exóticas como 20 efelantes adornados de Bali, uma dançarina de dança do ventre para cada convidado (2.553, no total) e água do lago Titicaca para por nas bebidas. Uma festa que durou 36 horas e teve presenças ilustres como o presidente Roosevelt e a atriz Greta Garbo, com o corpo do falecido no centro do salão principal, descido para dentro de sua tumba ao som de Gene Krupa. Críticos funéreos da época disseram que, se o corpo de Haward Hawks fosse encontrado, esse teria sido o funeral dele.
4o Lugar: Percival, "O Tal"
O português José Percival, o "tal", viveu a maior parte de sua vida em São Paulo, onde tinha uma padaria. O que ninguém sabia, era que nas madrugadas dos anos 50 e 60, Percival se tornava um legítimo malandro carioca (com chapéu panamá e tudo), e para tristeza de sua família, suas madrugadas eram regadas a muitas mulatas e inferninhos da região central da cidade. Morreu de parada cardíaca, embaixo de uma rainha de bateria. Nada de muito anormal para nossa lista? Pois não se esqueça que o que nos interessa é o funeral do sujeito! Pois bem, ora pois, o portuga foi mandado de volta para sua terra, onde sua família e a igreja local recusaram-se a entrerrá-lo devido à sua vida devassa e nenhuma contribuição para a Igreja. De volta ao Brasil, seu corpo foi erroneamente jogado no lixo, onde ficou algum tempo, até ser encontrado por um de seus amigos boemios. Inconformados, seus amigos da noite sairam pelas ruas em festa, com o defunto a tira-colo, fazendo muito samba e barulho, no melhor estilo carioca que há em São Paulo. Com o tempo, uma multidão se juntou ao grupo, já que era época de Carnaval, e assim surgiu o Bloco do Defunto Percival, até hoje um dos mais populares da Lapa.
3o Lugar: Erik, O Viking
Protagonista de grandes aventuras épicas e fantásticas do mundo nórdico, nosso terceiro lugar foi um vinking tradicional, dos mais violentos e beberrões. Morreu em batalha, como gostaria todo viking, e então teve o funeral que têm os vinkings: teve seu corpo lançado ao mar num barco em chamas. O que vocês não sabem é que os deuses de Asgard respeitavam tanto Erik, que choraram por meses e os países nórdicos tiveram seu maior dilúvio histórico, matando metade do povo. A chuva também trouxe de volta o barco de Erik e apagou o fogo, não incinerando seu corpo. Várias tentativas foram feitas de lançar seu corpo ao mar e incinerá-lo, em vão. Para piorar, uma fila de corpos esperavam sepultamento e muitas famílias invadiram a sede da Cia. Funerária Viking Salve Odin, matando todos seus funcionários e impedindo que os funerais fossem feitos. Então, um estranho que estava passando por ali e parou para perguntar como se chegava aos fiordes, pois estava de férias e sempre quis ver os fiórdes, teve uma idéia. Ele era italiano e construtor de fornos para pizzas. Assim, ajudou o povo nórdico a construir um grande e enorme forno com uma enorme jaula, onde puseram o dragão que Erik havia capturado ainda em vida. Seu corpo - e o de todos os outros - foi posto dentro do forno e o dragão incitado a espirrar com pimenta do reino que o turista italiano havia trazido de uma viagem pelo Oriente. Ao espirrar, o dragão deu início ao primeiro ritual de cremação industrial, tão comum nos grandes cemitérios e funerárias de hoje. O que ninguém sabia era que Erik sofria de narcolepsia e não estava morto, mas dormindo. Mas ele só teve 1 segundo para acordar e se dar conta de que estava virando currasquinho, antes de virar churrasquinho, assim como toda a cidade onde o funeral foi feito, pois o dragão se descontrolou e espirrou forte demais, incendiando a funerária e em seguida a cidade toda.
2o Lugar: D. Maria Quintina de Alcântara Moreira Sales Cavalcante Ribeiro de Oliveira e Bourdoux Hamilton de Holanda Buarque Mata-gato da Silva
A Condessa do Mata-gato (seu nome nobre e encurtado), teve uma vida bem chata e monótona à época do Brasil Imperial. Viveu longe da miséria e dos males da época, teve boa educação, bom casamento e boa vida, até morrer de sífilis, contaminada pelo seu marido que a traía. Como era uma senhora muito querida e respeitada na corte, teve um dos mais lindos e chatos funerais da história, iniciado com um velório numa bela igreja barroca, com muitos rituais religiosos chatos pra dedéu e em seguida um cortejo numa carroça toda adornada e acompanhada por uma banda fúnebre muito chata e cerca de 1.000 pessoas chorando e lamuriando, algo muito lindo e muito chato. Foi enterrada solenemente, com coreografia dos oficiais do exército e todas as bençãos chatas de um cardeal muito chato. Na verdade, esse funeral só está aqui para que você não ache que somos uns pervertidos depravados que adoramos bacanais em lugar de funerais (e também porque nosso chefe, um "alegre" crítico funerário, está em sua fase "neo-clássica" e diz que o funeral da condessa foi um "luxo" e teve muita "classe", tudo muito chato)!
1o Lugar: Sheila Shavaska
Esse é nosso funeral preferido e o bacanal que citamos acima. Eis ele, senhoras e senhores, o melhor funeral de todos! Sheila Shavaska, a devoradora! Sheila Shavaska na verdade se chamava Adamandina Pereira da Silva, mas foi quando adotou seu nome artístico e começou sua carreira de prostituta e atriz pornô foi que sua vida mudou da miséria em Belém para a riqueza e sucesso no Rio de Janeiro. Sheila teve uma morte trágica, noticiada em todos os jornais, quando uma constipação a fez espirrar durante as filmagens de seu último filme, "Eu Aguento Mais de Mil", e o piercing que usava no clitóris se soltou no momento da ejaculção de um dos 5 parceiros de cena. A pressão do jato branco de Mário Grandão lançou o piercing direto na jugular de Sheila, que começou a jorrar sangue para todo lado durante a cena e acabou falecendo. Ironicamente, analistas e testemunhas dizem que esse momento foi o maior orgasmo que Sheila teve em... vida? Esse fato levou aos familiares, parceiros, amigos e oportunistas em geral a realizarem um grande bacanal em seu velório, com o corpo de Sheila presente. Um evento tão marcante e colossal, que entrou para o Guinness, como o maior bacal funerário da história! Esse com certeza foi o melhor funeral de todos, pelo menos para quem não estava morto, hehe.
Bem, por hoje é só pessoal. Espero que vocês tenham gostado de nossos funerais e lembrem-se: mandem para nós seus melhores funerais e quem sabe mostraremos eles aqui. Essa semana recebemos uma carta do Sr. Amadeu, que disse que fez o funeral de sua sogra carregando-a num carrinho de mão até a cova, onde a jogou dentro, sem cerimônias. Hehe, francamente, Sr. Amadeu. Queremos algo com mais estilo e sofisticação, ok? Funerais são uma arte, não algo tão simplório e mundano.
Bom, é isso.
O Ceifador lhes diz: [voz grossa e sinistra] Boa noite e boa morte!
- Um, um, um, um, um...